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sexta-feira, 3 de agosto de 2012

História: Unificação da Itália

O Congresso de Viena (1814-1815) determinou que os atuais territórios da Itália e da Alemanha fossem divididos em diversos estados dominados por estrangeiros. Os povos desses territórios não aceitaram a divisão feita por Viena e promoveram, então, movimentos racionalistas visando transformar suas nações em estados nacionais independentes.

Onde hoje é a Itália foi dividida em pequenos estados por ordem de Viena, são eles:
• Reino Sardo-Piemontês: governado por uma dinastia italiana. Era autônomo e soberano;
• Reino Lombardo-Veneziano: governado pela Áustria;
• Ducados de Parma, Módena e Toscana: governados por duques subservientes à Áustria;
• Estados Pontifícios: governados pelo papa;
• Reino das Duas Sicílias: governado pela dinastia de Bourbon.




A primeira luta do movimento para unificar a Itália só teve início depois da decisão do Congresso de Viena que transformava a atual Itália. As primeiras tentativas de libertação do território italiano foi uma organização revolucionária chamada de Jovem Itália liderada por Giuseppe Mazzini, republicano que junto com a jovem Itália defendia a independência e a transformação da Itália numa república democrática.

Em 1848, os seguidores de Mazzini promoveram outra manifestação contra a dominação austríaca em territórios italianos, mas foram vencidos pelo poderoso exército austríaco. Apesar da derrota, o ideal nacionalista permanecer forte e a partir dessa época, a luta pela unificação passou a ser liderada pelo Reino Sardol-Piemontês. Cavour, um dos líderes do Risorgimento (movimento que pretendia fazer a Itália reviver seus tempos de glória), representava todos os que desejavam a unificação. Para alcançar tal objetivo, Cavour teve o apoio da burguesia e dos proprietários rurais e colocou em prática um plano de modernização da economia e do exército do Piemonte. Aproximou-se da França e conseguiu ajuda militar para enfrentar a Áustria.



Com a ajuda da França, o exército de Cavour obteve expressivas vitóriase a Áustria, derrotada, foi forçada a entregar o reino. Quase em mesmo tempo, o revolucionário Giuseppe Garibaldi atacou o Reino das Duas Sicílias e criou condições para sua libertação do domínio estrangeiro. Decidiram então por intermédio de um plebiscito ser governados também pelo rei do Reino Sardo-Piemontês Victor Emanuel II.

Com a maior parte do atual território italiano, em 1861 Victor Emanuel II foi proclamado rei da Itália, mas, para que a unidade fosse completada era necessário conquistar Veneza e Roma. Veneza foi incorporada no ano de 1866 e Roma em 1870 onde passou a ser capital do país no ano seguinte.
O papa Pio IX, não aceitou a perda dos domínios territoriais da Igreja e rompeu relações com o governo italiano, considerou-se prisioneiro e fechou-se no Vaticano. Assim nasceu a Questão Romana que só foi resolvida em 1929 quando doi assinado o Tratado de Latrão. Por esse acordo, foi criado o Estado do Vaticano dirigido pela Igreja Católica.

História: Unificação da Alemanha


A formação do Estado alemão passou por várias etapas. Em meados do século XIX, dois Estados germânicos disputavam a liderança da unificação: a Prússia e a Áustria.

A unificação econômica antecipou a unificação política. Em 1834, a Prússia criou o Zollverein, uma liga aduaneira que suprimia as barreiras alfandegárias entre os Estados germânicos. Essa política excluía a Áustria, deixando clara a aversão ao domínio austríaco. Os reflexos da medida tornaram-se visíveis principalmente a partir de 1860, com o desenvolvimento de vários distritos industriais e centros urbanos. Novas estradas de ferro foram construídas. O aumento da exploração das minas de carvão criou empregos e estimulou o crescimento das indústrias siderúrgicas, metalúrgicas e mecânicas.

Em 1862, Guilherme I, rei da Prússia, nomeou Otto von Bismarck chanceler. Então, Bismarck começou a traçar um plano para unificar a Alemanha em torno da Prússia, o Estado germânico mais desenvolvido economicamente e com um exército muito bem equipado. Em 1864, Bismarck aliou-se à Áustria para conquistar dois ducados, que estavam em poder do governo da Dinamarca. Vencida a guerra, os ducados foram divididos entre os dois aliados.

 (Otto von Bismarck)

Dois anos mais tarde, Bismarck aliou-se à Itália na guerra contra a Áustria e anexou todos os Estados germânicos do norte, incluindo uma região da Boêmia, então sob domínio austríaco. Em 1867, foi fundada a Confederação Germânica do Norte, sob a liderança da Prússia.

Os Estados germânicos do sul foram impedidos de aliar-se à Prússia, devido às ameaças do imperador da França, que se opunha à emergência de um novo Estado próximo de suas fronteiras.

A unificação alemã foi consolidada na Guerra Franco-Prussiana, de 1870. Bismarck acreditava que um conflito armado contra a França poderia estimular o nacionalismo alemão, principalmente nos Estados do sul, sob intervenção francesa. Os Estados do sul aliaram-se à Prússia, favorecendo a vitória prussiana. A Batalha de Sedan pôs fim à guerra, e o adversário francês saiu do conflito muito humilhado.
Pelo Tratado de Frankfurt, a França foi obrigada a entregar aos alemães as regiões da Alsácia e da Lorena, ricas em ferro e carvão, e a pagar uma indenização no valor estimado em 5 bilhões de francos. Guilherme da Prússia recebeu o título de imperador da Alemanha. Estava fundado o Império Alemão, ou II Reich, que logo tornaria uma potência na Europa, passando a competir com a Inglaterra e a França.

Terminamos o assunto da Unificação da Alemanha :)

quinta-feira, 31 de maio de 2012

História: Império Napoleônico - parte II

Implantação do Império Napoleônico

O reinício das guerras em 1803 propiciou a proclamação do Império. O perigo nacional foi aproveitado por Napoleão, que se fez imperador hereditário. Nova Constituição surgiu para a legalizar o fato (1804). Outro plebiscito confirmou a instituição do Império. Uma nova corte foi formada: a família imperial, os grandes dignitários, marechais da França, grandes oficiais da Coroa. A etiqueta era minuciosa, como no Antigo Regime.

Em 1804 o poder imperial era absoluto. Foi sagrado religiosamente pelo papa em Paris. Criou-se uma nobreza imperial com os títulos tradicionais. A hierarquia de títulos correspondia à hierarquia de funções,  governo tomou-se despótico, mais ainda do que o dos antigos reis. As Assembléias foram suprimidas.

O Tribunato e os Corpos Legislativos perderam suas funções. Após 1809, Napoleão passa a determinar os impostos a serem cobrados. Não foram respeitadas as liberdades individuais ou políticas. As prisões arbitrárias se sucediam. A liberdade de imprensa foi anulada.

A intervenção estendeu-se à educação. A Universidade Imperial monopolizava o ensino superior. As disciplinas consideradas perigosas para o regime tiveram seus programas alterados: História e Filosofia. A política religiosa buscava dar apoio legal ao regime. O catecismo, ao mesmo tempo, ensinava os deveres para com Deus e o Imperador. Procurou colocar o papa sob sua tutela a serviço de sua política. A recusa papal em integrar-se na política internacional de Napoleão levou-o a perder seus Estados, sendo internado em Savona (1809). Os bispos que tomaram o partido do papa foram perseguidos e privados de suas dioceses.

O descontentamento geral progredia. A burguesia opunha-se à perda de liberdade e às perseguições políticas. As guerras arruinavam a economia e os portos. O restabelecimento de antigos impostos indiretos sobre vários produtos irritava os contribuintes. As guerras requeriam a continuidade da convocação obrigatória para o Exército. Os jovens procuravam fugir ao serviço militar.

Política econômica do Império Napoleônico

O Código Civil foi seguido pelos Códigos Comercial e Penal. A economia da França foi impulsionada.
Os camponeses proprietários produziam mais nos seus campos que outrora. Essa prosperidade explica seu apoio ao regime. Igualmente, a indústria foi estimulada.
Numerosos trabalhos, iniciados pelo Consulado, foram completados: abertura de canais, reconstrução dos portos, construção de estradas, embelezamento de grandes cidades.

Política externa do Império Napoleônico

O reinício das guerras em 1803 implicou uma luta contra a Inglaterra, Rússia e Áustria, unidas na Terceira Coalizão (1805). Os ingleses venceram no mar, em Trafalgar, mas os austro-russos foram derrotados em terra (Austerlitz). A Áustria foi expulsa da Itália. Na Alemanha foi criada a Confederação do Reno, que substituía o Santo Império, sob a tutela francesa. A Itália foi totalmente submetida ao poder de Napoleão. Em 1806, formou-se a Quarta Coalizão, tendo a Prússia sido batida em lena e a Rússia em Friedland. Pela Paz de Tilsit, a Prússia foi desmembrada e o czar tomou-se aliado de Napoleão.

Contra a Inglaterra foi decretado o Bloqueio Continental, tentativa de enfraquecer a economia inglesa, obrigando todos os países europeus a fecharem seus portos ao comércio inglês. O início da conquista da Península Ibérica abriu novos campos de conflito. Em 1809 os austríacos retomaram as armas, mas, vencidos em Wagram, sofreram novo desmembramento.
O poder napoleônico encontrava-se no seu apogeu. Toda a Europa Ocidental lhe foi submetida; o exército era bem organizado, numeroso, quase imbatível.  Uma ameaça séria se apresentava. A intervenção francesa provocou o surgimento de rebeldias nacionalistas, principalmente na Prússia.

A aliança entre franceses e russos foi rompida em 1812, porque os russos não puderam manter por mais tempo o bloqueio ao comércio inglês, muito importante para a Rússia. Napoleão invadiu este país, venceu a Batalha de Moscou, mas o inverno obrigou-o a uma retirada desastrosa.

A Prússia e a Áustria se uniram à Rússia, vencendo Napoleão em Leipzig (1813) e invadindo a França no ano seguinte. Paris foi tomada pelos aliados, que restabeleceram a Monarquia deposta em 1792: Luís XVIII foi obrigado a aceitar o Tratado de Paris.

Napoleão, feito prisioneiro, foi transferido para a Ilha de Elba, de onde evadiu-se um ano depois (março de 1815), retomando o poder. Reorganizando suas forças, chocou-se com a última coligação em Waterloo, na Bélgica, onde foi vencido e aprisionado pelos ingleses, que o exilaram na Ilha de Santa Helena, onde veio a falecer.

Luís XVIII foi restaurado pela segunda vez, O Império estava findo. O Congresso de Viena (1814-1815) reorganizou o mapa político da Europa, conturbado por Napoleão. O equilíbrio foi estabelecido entre as grandes potências européias: Áustria, Prússia, Rússia, Inglaterra. A Alemanha e a Itália permaneciam divididas, e a Inglaterra adquiria a supremacia marítima e colonial.  Para preservar a paz na Europa, surgiu a Santa Aliança, liga dos Estados europeus que visava evitar outro cataclisma idêntico à Revolução Francesa e seu produto máximo: Napoleão.



Conclusão

O Império Napoleônico foi produzido pela própria Revolução Francesa. O Império foi a última fase da Revolução que, abalada pelos extremismos, recorreu à centralização do poder. Nesse momento, Napoleão encarna os ideais nacionais, representados pelos interesses da burguesia. Suas obras de restauração econômica, administrativa e religiosa demonstram isso.

A crise do Império Napoleônico surge pela conjugação da política de opressão econômica interna, que lhe vale a oposição da classe responsável pela sua ascensão ao poder, com as guerras dispendiosas, que trazem a oposição geral da nação.
Enquanto os êxitos militares se mantiveram, o Império Napoleônico durou.

O seu fim tem início com os primeiros tropeços militares. O Bloqueio Continental prejudicou os países europeus submetidos à França mais do que os submetidos à própria Inglaterra: de fato, os primeiros estavam fechados dentro da própria Europa; os últimos, dominando os mares, podiam encontrar novos mercados consumidores para a produção inglesa bloqueada na Europa.,

A Revolução Francesa foi difundida por Napoleão. Suas idéias de igualdade, liberdade e regime republicano de governo foram implantadas em vários países. O Antigo Regime, abalado nos seus alicerces pela Revolução na França, também estava ameaçado na Europa pela expansão do Império Napoleônico.

Daí a reação dos Estados absolutos em várias coligações sucessivas, até a vitória final sobre Napoleão e a própria Revolução. A reação do Antigo Regime foi organizada pelo Congresso de Viena e realizada pela Santa Aliança.





quarta-feira, 30 de maio de 2012

História: Império Napoleônico



Ao adotar o título de Imperador dos franceses, Napoleão criou uma nova nobreza, formada por burgueses e por seus fiéis generais e marechais Bonaparte estabeleceu na Europa Continental o Império Napoleônico, o qual era um verdadeiro Império familiar; impondo aos vencidos e tutelados o governo de seus parentes.

Fatos que antecedem ao Império Napoleônico 
A Revolução Francesa atingira o seu ponto máximo durante o Terror. Veio a reação em 1794. Foi implantado o Diretório. As dificuldades que os diretores encontravam para governar eram enormes. De um lado, eram atacados pelos partidários da realeza que pretendiam a volta do Antigo Regime. Do outro lado, as baixas camadas populares, dirigidas pelos jacobinos, criavam sérios problemas tentando retomar à política da Convenção do período do Terror.



O Diretório não conseguia se consolidar. Golpeava os radicais de ambos os lados. A saída encontrada por alguns diretores foi o fortalecimento do poder. Para tanto, tornava-se necessário um líder militar que fosse popular.

Napoleão, militar de destaque durante as guerras da Itália (1796-1797) e do Egito (1798-1799), preenchia os requisitos. Por isso, foi escolhido para liderar o golpe que depôs o Diretório, dissolveu a Assembléia e implantou o regime do Consulado (1799-1802). Durante esse período, houve uma ditadura disfarçada. Em 1802 surgiu o Consulado Vitalício, espécie de Monarquia vitalícia que passou a ser hereditária em 1804.

Apesar da existência de uma Constituição, Napoleão governava despoticamente. Por algum tempo, a prosperidade que resultou das reformas internas e os êxitos nas guerras exteriores permitiram a continuidade do regime. Os fracassos na política exterior abalaram os fundamentos do regime, pondo fim ao Império em 1814 com um breve ressurgir de 100 dias em 1815. Começaria, então, a obra da Restauração.

O Consulado

Em 1799, a França apresentava um aspecto desolador. A indústria e o comércio estavam arruinados. Os caminhos e os portos, destruídos. O serviço público, desorganizado. Os impostos não eram arrecadados. Todos os dias novos emigrados deixavam a França fugindo da desordem e das ameaças de confisco dos bens. Os clérigos que se negaram a jurar a nova Constituição Civil da Igreja foram perseguidos, abandonando o país. A guerra civil ameaçava eclodir em numerosas províncias.
Várias medidas foram adotadas para estabelecer a paz interior. Napoleão adotou uma política de reconciliação. A Vendéia e a Bretanha, rebeladas, foram pacificadas. Adotaram-se medidas que deram segurança no trânsito pelos caminhos freqüentemente dominados pelos salteadores de estradas. 


A Constituição de 1799 dava a Napoleão poderes quase ilimitados, sob a aparência de um regime republicano. O voto universal, estabelecido pela Constituição de 1793, foi abolido, passando a ser censitário, isto é, de acordo com a riqueza do cidadão. Os candidatos mais votados nas eleições compunham uma lista das notabilidades, da qual o governo escolhia os membros para as funções públicas.

O Poder Legislativo era fraco, quase sem poder efetivo. Tinha, portanto, existência meramente formal. Era composto por quatro assembléias: o Conselho de Estado, que preparava as leis; o Tribunato, que as discutia; o Corpo Legislativo, que votava; e o Senado, que velava pela sua execução.

O Poder Executivo preponderava sobre os demais. Era confiado a três cônsules, nomeados pelo Senado por 10 anos.

O Primeiro Cônsul detinha efetivamente o poder: propunha e promulgava as leis, nomeava ministros e oficiais, os funcionários das Assembléias, os juízes. Os dois cônsules restantes eram figuras decorativas.


Esta Constituição foi submetida a um plebiscito (referendo popular) e aprovada por mais de três milhões de votos. Ela estabelecia, de fato, a ditadura do Primeiro Cônsul. No plano exterior, as guerras continuaram até 1802, quando Napoleão assinou a Paz de Amiens, que punha fim ao conflito europeu iniciado em 1792.

A administração do Estado foi reorganizada. A paz permitia a dedicação aos afazeres internos. Os departamentos e outras unidades administrativas foram confiados a funcionários indicados por Napoleão, bem como os cargos de juízes, até então eleitos localmente.

No plano financeiro, duas medidas ganham destaque: a criação de um corpo de funcionários encarregados da arrecadação dos impostos, até então concedida a particulares, e a fundação do Banco de França por um grupo de banqueiros, que recebeu o direito de emitir papel-moeda. A situação econômica do Estado melhorou sensivelmente.



O ensino foi organizado com o fito de instruir funcionários para o Estado. Os liceus, que tinham esta função, eram organizados em moldes militares. No que tange à sociedade, a grande obra foi a criação do Código Civil. Representava uma reforma das leis até então existentes no país, relativas a particulares, família, propriedade, contratos. Completado em 1804, o Código apoiava-se no Direito Romano, nas ordenações reais e no direito revolucionário. A sua essência continua em vigor até hoje na França.

A paz com a Igreja Católica foi estabelecida em 1801: a Concordata. O papa Pio VII reconhecia a venda dos bens eclesiásticos e o Estado ficava proibido de interferir no culto. Os bispos seriam indicados pelo governo e investidos nas suas funções religiosas pelo papa. Teriam de prestar juramento de fidelidade ao governo. As leis papais (bulas) somente entrariam em exercício depois de aprovadas pelo governo francês.

O êxito da política interna e externa de Napoleão condicionou o estabelecimento da vitaliciedade do Consulado, em 1802.0 Primeiro Cônsul recebeu do Senado o direito de indicar seu sucessor. Era, de fato, a implantação da Monarquia hereditária.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

História: Revolução Francesa

Vou falar sobre a Revolução Francesa:

Contexto Histórico: A França no século XVIII

A situação da França no século XVIII era de extrema injustiça social na época do Antigo Regime. O Terceiro Estado era formado pelos trabalhadores urbanos, camponeses e a pequena burguesia comercial. Os impostos eram pagos somente por este segmento social com o objetivo de manter os luxos da nobreza.

A França era um país absolutista nesta época. O rei governava com poderes absolutos, controlando a economia, a justiça, a política e até mesmo a religião dos súditos. Havia a falta de democracia, pois os trabalhadores não podiam votar, nem mesmo dar opiniões na forma de governo. Os oposicionistas eram presos na Bastilha (prisão política da monarquia) ou condenados à guilhotina.

A sociedade francesa do século XVIII era estratificada e hierarquizada. No topo da pirâmide social, estava o clero que também tinha o privilégio de não pagar impostos. Abaixo do clero, estava a nobreza formada pelo rei, sua família, condes, duques, marqueses e outros nobres que viviam de banquetes e muito luxo na corte. A base da sociedade era formada pelo terceiro estado (trabalhadores, camponeses e burguesia) que, como já dissemos, sustentava toda a sociedade com seu trabalho e com o pagamento de altos impostos. Pior era a condição de vida dos desempregados que aumentavam em larga escala nas cidades francesas.

A vida dos trabalhadores e camponeses era de extrema miséria, portanto, desejavam melhorias na qualidade de vida e de trabalho. A burguesia, mesmo tendo uma condição social melhor, desejava uma participação política maior e mais liberdade econômica em seu trabalho.

A Revolução Francesa (14/07/1789)

A situação social era tão grave e o nível de insatisfação popular tão grande que o povo foi às ruas com o objetivo de tomar o poder e arrancar do governo a monarquia comandada pelo rei Luis XVI. O primeiro alvo dos revolucionários foi a Bastilha. A Queda da Bastilha em 14/07/1789 marca o início do processo revolucionário, pois a prisão política era o símbolo da monarquia francesa.

O lema dos revolucionários era " Liberdade, Igualdade e Fraternidade ", pois ele resumia muito bem os desejos do terceiro estado francês.
Durante o processo revolucionário, grande parte da nobreza deixou a França, porém a família real foi capturada enquanto tentava fugir do país. Presos, os integrantes da monarquia, entre eles o rei Luis XVI e sua esposa Maria Antonieta foram guilhotinados em 1793.O clero também não saiu impune, pois os bens da Igreja foram confiscados durante a revolução.

No mês de agosto de 1789, a Assembléia Constituinte cancelou todos os direitos feudais que existiam e promulgou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Este importante documento trazia significativos avanços sociais, garantindo direitos iguais aos cidadãos, além de maior participação política para o povo.

Girondinos e Jacobinos

Após a revolução, o terceiro estado começa a se transformar e partidos começam a surgir com opiniões diversificadas. Os girondinos, por exemplo, representavam a alta burguesia e queriam evitar uma participação maior dos trabalhadores urbanos e rurais na política. Por outro lado, os jacobinos representavam a baixa burguesia e defendiam uma maior participação popular no governo. Liderados por Robespierre e Saint-Just, os jacobinos eram radicais e defendiam também profundas mudanças na sociedade que beneficiassem os mais pobres.

A Fase do Terror

Robespierre 



Maximilien de Robespierre: defesa de mudanças radicais.
Em 1792, os radicais liderados por Robespierre, Danton e Marat assumem o poder e organização as guardas nacionais. Estas, recebem ordens dos líderes para matar qualquer oposicionista do novo governo. Muitos integrantes da nobreza e outros franceses de oposição foram condenados a morte neste período. A violência e a radicalização política são as marcas desta época.

A burguesia no poder 
 



Napoleão Bonaparte: implantação do governo burguês.

Em 1795, os girondinos assumem o poder e começam a instalar um governo burguês na França. Uma nova Constituição é aprovada, garantindo o poder da burguesia e ampliando seus direitos políticos e econômico. O general francês Napoleão Bonaparte é colocado no poder, após o Golpe de 18 de Brumário (9 de novembro de 1799) com o objetivo de controlar a instabilidade social e implantar um governo burguês. Napoleão assumi o cargo de primeiro-cônsul da França, instaurando uma ditadura.

Conclusão

A Revolução Francesa foi um importante marco na História Moderna da nossa civilização. Significou o fim do sistema absolutista e dos privilégios da nobreza. O povo ganhou mais autonomia e seus direitos sociais passaram a ser respeitados. A vida dos trabalhadores urbanos e rurais melhorou significativamente. Por outro lado, a burguesia conduziu o processo de forma a garantir seu domínio social. As bases de uma sociedade burguesa e capitalista foram estabelecidas durante a revolução. A Revolução Francesa também influenciou, com seus ideais iluministas, a independência de alguns países da América Espanhola e o movimento de Inconfidência Mineira no Brasil.

Para conferir os videos relacionados com a Revolução Francesa, clique em "mais informaçoes...".

quarta-feira, 9 de maio de 2012

História: Conjuração Baiana

A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício) e recentemente também chamada de Revolta dos Búzios, foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.

Antecedentes
Sendo a então Capitania da Bahia governada por D. Fernando José de Portugal e Castro (1788-1801), a capital, Salvador, fervilhava com queixas contra o governo, cuja política elevava os preços das mercadorias mais essenciais, causando a falta de alimentos, chegando o povo a arrombar os açougues, ante a ausência de carne.
O clima de insubordinação contaminou os quartéis, e as ideias nativistas que já haviam animado Minas Gerais, foram amplamente divulgadas, encontrando eco sobretudo nas classes mais humildes.
A todos influenciava o exemplo da independência das Treze Colônias Inglesas, e ideias iluministas, republicanas e emancipacionistas eram difundidas também por uma parte da elite culta, reunida em associações como a Loja Maçônica Cavaleiros da Luz
Os 6 pontos da conjuração baiana eram:
-Abolição da Escravidão; -Proclamação da República; -Diminuição dos Impostos; -Abertura dos Portos; -Fim do Preconceito; -Aumento Salarial.

 Ideias

Seu principal líder foi Cipriano Barata, conhecido como médico dos pobres e revolucionário de todas as revoluções. Há grande influência da sociedade maçônica (cavaleiros da luz) e do processo de independência do Haiti ou haitianismo.
Os revoltosos pregavam a libertação dos escravos, a instauração de um governo igualitário (onde as pessoas fossem vistas de acordo com a capacidade e merecimento individuais), além da instalação de uma república na Bahia e da liberdade de comércio e o aumento dos salários dos soldados. Tais ideias eram divulgadas sobretudo pelos escritos do soldado Luiz Gonzaga das Virgens e pelos panfletos de Cipriano Barata, médico e filósofo.

 A revolta

Em 12 de Agosto de 1798, o movimento precipitou-se quando alguns de seus membros, distribuindo os panfletos na porta das igrejas e colando-os nas esquinas da cidade, alertaram as autoridades que, de pronto, reagiram, detendo-os. Tal como na Conjuração Mineira, interrogados, acabaram delatando os demais envolvidos.
Um desses panfletos declarava:
"Animai-vos Povo baiense que está para chegar o tempo feliz da nossa Liberdade: o tempo em que todos seremos irmãos: o tempo em que todos seremos iguais." (in: RUY, Afonso. A primeira revolução social do Brasil. p. 68.)

 A repressão

Bandeira da Conjuração Baiana. as cores da bandeira do movimento (Azul, branca e vermelha) são até hoje as cores da Bahia.

Durante a fase de repressão, centenas de pessoas foram denunciadas - militares, clérigos, funcionários públicos e pessoas de todas as classes sociais. Destas, quarenta e nove foram detidas, a maioria tendo procurado abjurar a sua participação, buscando demonstrar inocência.
Finalmente, no dia 8 de Novembro de 1799, procedeu-se à execução dos condenados à pena capital, por enforcamento, na seguinte ordem:
  1. soldado Lucas Dantas do Amorim Torres;
  2. aprendiz de alfaiate Manuel Faustino dos Santos Lira;
  3. soldado Luís Gonzaga das Virgens; e
  4. mestre alfaiate João de Deus Nascimento.
O quinto condenado à pena capital, o ourives Luís Pires, fugitivo, jamais foi localizado. Pela sentença, todos tiveram os seus nomes e memórias "malditos" até à 3a. geração. Os despojos dos executados foram expostos da seguinte forma:
  • a cabeça de Lucas Dantas ficou espetada no Campo do Dique do Desterro;
  • a de Manuel Faustino, no Cruzeiro de São Francisco;
  • a de João de Deus, na Rua Direita do Palácio (atual Rua Chile); e
  • a cabeça e as mãos de Luís Gonzaga ficaram pregadas na forca, levantada na Praça da Piedade, então a principal da cidade.
Esses despojos ficaram à vista, para exemplo da população, por cinco dias, tendo sido recolhidos no dia 13 pela Santa Casa de Misericórdia (instituição responsável pelos cemitérios à época do Brasil Colônia), que os fez sepultar em local desconhecido.
Os demais envolvidos foram condenados à pena de degredo, agravada com a determinação de ser sofrido na costa Ocidental da África, fora dos domínios de Portugal, o que equivalia à morte. Foram eles:
  • José de Freitas Sacota e Romão Pinheiro, deixados em Acará, sob domínio holandês;
  • Manuel de Santana em Aquito, então domínio dinamarquês;
  • Inácio da Silva Pimentel, no Castelo da Mina, sob domínio holandês;
  • Luís de França Pires em Cabo Corso;
  • José Félix da Costa em Fortaleza do Moura;
  • José do Sacramento em Comenda, sob domínio inglês.
Cada um recebeu publicamente 500 chibatadas no Pelourinho, à época no Terreiro de Jesus, e foram depois conduzidos para assistir a execução dos sentenciados à pena capital. A estes degredados acrescentavam-se os nomes de:
  • Pedro Leão de Aguilar Pantoja degredado no Presídio de Benguela por 10 anos;
  • o escravo Cosme Damião Pereira Bastos, degredado por cinco anos em Angola;
  • os escravos Inácio Pires e Manuel José de Vera Cruz, condenados a 500 chibatadas, ficando seus senhores obrigados a vendê-los para fora da Capitania da Bahia;
  • José Raimundo Barata de Almeida, degredado para a ilha de Fernando de Noronha;
  • os tenentes Hermógenes Francisco de Aguilar Pantoja e José Gomes de Oliveira Borges, permaneceram detidos por seis meses em Salvador;
  • Cipriano Barata, detido a 19 de Setembro de 1798, solto em Janeiro de 1800.

Conclusão

O movimento envolveu indivíduos de setores urbanos e marginalizados na produção da riqueza colonial, que se revoltaram contra o sistema que lhes impedia perspectivas de ascensão social. O seu descontentamento voltava-se contra a elevada carga de impostos cobrada pela Coroa portuguesa e contra o sistema escravista colonial, o que tornava as suas reivindicações particularmente perturbadoras para as elites. A revolta resultou em um dos projetos mais radicais do período colonial, propondo idealmente uma nova sociedade igualitária e democrática. Foi barbaramente punida pela Coroa de Portugal. Este movimento, entretanto, deixou profundas marcas na sociedade soteropolitana, a ponto tal que o movimento emancipacionista eclodiu novamente, em 1821, culminando na guerra pela Independência da Bahia, concretizada em 2 de julho de 1823, formando parte da nação que emancipara-se a 7 de setembro do ano anterior, sob império de D. Pedro I.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

História: Inconfidência Mineira

Após a idade média, mais precisamente a partir do século XVII, desenvolve-se na Europa, um sentimento patriota e nacionalistam que mostra a sua força por meio da Revolução Inglesa e da Independência dos EUA. Este mesmo sentimento chegará às colônias hispânicas e portuguesas.


Movimentos anticoloniais na América Portuguesa
  • Conjuração Mineira
  • Conjuração Baiana
Conjuração Mineira


Entre 1740 e 1780 a produção do ouro  das Minas caiu, de mais de 20 toneladas para cerca de 8 toneladas. Em 1760, já se tinha instalado a crise do ouro das minas brasileiras.
Em Lisboa, o descontentamento e a preocupação eram grandes. O Governo português entendia ser fundo de qualquer Capitania colonial alimentar o Tesouro, equilibrando suas finanças e sua economia.

Imagem 1Alguns dos responsáveis pela administração metropolitana desejavam, a cobrança do quinto como forma de manter a riqueza oriunda da arrecadação do ouro. Em meados do século XVIII, Alexandre de Gusmão, secretário de D. João V, recriminou o Governo português por "correr ignorante" na direção de uma riqueza que entendia imaginária.

O Eldorado encontrado terra adentro, motivo da cobiça dos homens e de suas aventuras nos , já não existia. Os mineradores não conseguiam produzir o suficiente para aplacar a voracidade do fisco metropolitano. O Governo interpretava o fato como fraude, atribuindo aos mineradores a sonegação e o contrabando do ouro. Na realidade, eles empobreciam e acumulavam dívidas. Por outro lado, as autoridades passavam a cobrar os tributos com mais rigor. As derramas, cobranças forçadas dos atrasados para a Fazenda Real, ocorridas em 1762 e 1768, são um exemplo do que ocorria. As autoridades exigiam, também, uma quantidade de ouro e diamantes cada vez maior. O desassossego e a intranquilidade dos colonos cresciam sem parar.

Mesmo à distância, os olhos vigilantes da Coroa procuravam, por meio da Inconfidencia Mineira, fiscalizar, controlar e, sobretudo, manter o recolhimento dos tributos. Entretanto, apesar de todo o esforço, as saídas ilegais do ouro e dos diamantes das minas - o contrabando - continuava. Documentos oficiais dessa época informavam às autoridades portuguesas que muitas partidas de diamantes, oriundas do arraial do Tijuco, iam parar na Holanda, levadas por frotas que partiam do Rio de Janeiro.

Esses desvios causavam escândalos. Envolviam grupos de mineiros considerados fora-da-lei, "garimpeiros" associados a comerciantes ambulantes, "capangueiros" e, até mesmo, funcionários das Minas que, inúmeras vezes, contavam com a conivência dos contratadores nomeados pelo rei. O Governo português sentia-se traído, entendendo que era preciso punir os culpados e que as masmorras, os degredos e as forcas existiam para isso.

Outros fatores contribuíam para acelerar a decadência da Capitania: as despesas crescentes com artigos de importação, especialmente após o Alvará de 1785, de D. Maria I, proibindo a instalação de qualquer indústria na Colônia; as técnicas inadequadas e predatárias utilizadas nas lavras de ouro e o saque  constante de Portugal, apoderando-se de toda a produção do ouro. Além disso, os mineiros não retinham para si o excesso de sua produção e não investiam na economia local, para diversificar as atividades econômicas. Ao lado desses fatos, havia a suspeita, praticamente confirmada, de que o Governo se preparava para executar uma nova derrama, em 1788 ou 1789. Essa conturbada situação interna coincidiu com o desmoronamento do sistema colonial mercantilista na Europa, a partir do desenvolvimento da Revolução Industrial. Revolução que provocou uma profunda transformação econômica nas potências da época e, consequentemente, na relação com suas colônias.

sábado, 14 de abril de 2012

História: Revolução Industrial

Oi gente, eu vou dar uma complementada no assunto de Revolução Industrial:

Introdução

A Revolução Industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra, com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias.

Pioneirismo Inglês

Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII. Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor. Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período. A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII. A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês.

Avanços da Tecnologia

O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.
Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (maria fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.

A Fábrica

As fábricas do início da Revolução Industrial não apresentavam o melhor dos ambientes de trabalho. As condições das fábricas eram precárias. Eram ambientes com péssima iluminação, abafados e sujos. Os salários recebidos pelos trabalhadores eram muito baixos e chegava-se a empregar o trabalho infantil e feminino. Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões. Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício. Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.
Reação dos trabalhadores

Em muitas regiões da Europa, os trabalhadores se organizaram para lutar por melhores condições de trabalho. Os empregados das fábricas formaram as trade unions (espécie de sindicatos) com o objetivo de melhorar as condições de trabalho dos empregados. Houve também movimentos mais violentos como, por exemplo, o ludismo. Também conhecidos como "quebradores de máquinas", os ludistas invadiam fábricas e destruíam seus equipamentos numa forma de protesto e revolta com relação a vida dos empregados. O cartismo foi mais brando na forma de atuação, pois optou pela via política, conquistando diversos direitos políticos para os trabalhadores.
Conclusão

A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana. A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade.
Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.



quinta-feira, 5 de abril de 2012

História: Independência dos EUA

Antes da Revolução Inglesa, muitos ingleses estavam cansados do regime absolutista e dessa autoridade dos reis. Então, muitos deles migraram para a América e se instalaram no litoral da América do Norte, uma área bem pequena em que foram formadas as Treze Colônias:


Na Inglaterra, a Revolução Industrial afetou o relacionamento dela com outros países, com disputas de monopólios comerciais, principalmente com a França. A situação se agravou e foi declarada a Guerra dos Sete Anos. No final da guerra, quem venceu foi a Inglaterra, mas toda guerra dar gastos. Então, a coroa inglesa cobrou impostos altíssimos dos colonos americanos.

Os colonos daqui acharam isso muito errado, porque eles não começaram a guerra e teriam que pagar por algo que não iniciaram e viram que isso era muito parecido com o antigo regime absolutista e como eles são influenciados pelas ideias iluministas, decidem se separarar da Inglaterra.

Causando sua independência, que adotou o regime do presidencialismo, com as ideias de Montesquieu, dividindo o poder em 3.

quinta-feira, 8 de março de 2012

Conteúdo do Parcial de HISTÓRIA

Bom pessoal, amanhã é a prova de História, aqui estão os assuntos:
Estudem pra valer!

HISTÓRIA: Revisão geral sobre o Iluminismo

Oi gente, agora vamos revisar o Iluminismo. Primeiro de tudo, qual foi a classe social que mais apoiou esse movimento? A burguesia, agora devem estar se perguntando por quê?
  1. Era a burguesia que sustentava o clero e a nobreza, com os altos impostos que eram pagos.
  2. Ela queria mais liberdade econômica.
  3. O número de miseráveis ficava maior a cada dia.
  4. Foi ela que deu as primeiras críticas.
O movimento do Iluminismo ficou maior ainda, quando houve a Revolução Científica. Agora o que foi isso? Foi um movimento intelectual que defendia o uso da razão, observação e da experimentação.

Alguns filósofos nessa época tiveram bastante destaque, o principal filósofo da modernidade foi René Descartes que dizia que tudo deveria ser comprovado por um método científico, por fatos concretos:


O Iluminismo foi um movimento intelectual feito para corrigir os erros da Idade Média, que surgiu na Inglaterra. Com essa nova maneira de pensar, houve vários erros que foram corrigidos como:
  1. Mercantilismo - sua solução foi o livre comércio, o princípio fundamental do capitalismo.
  2. Absolutismo - sua solução foi a criação da democracia e a superioridade das leis.
  3. Autoritarismo da Igreja - sua solução foi a liberdade de pensamento e de expressão.
Esta foi a revisão de Iluminismo, abaixo tem a de Revolução Inglesa. Boa prova amanhã ;)

HISTÓRIA: Revisão geral da Revolução Inglesa

O professor Luiz Fernando deu uma revisão geral dos dois capítulos, o de Revolução Inglesa e o do Iluminismo. Vamos começar dando uma introdução.

Vocês sabem que ano passado, demos o assunto da Idade Média, nesse período da história surge a Teoria do Direito Divino dos Reis, ou seja, os reis acreditavam que Deus, tinham colocado eles para governar, porque eram os escolhidos de Deus, os governantes que falavam por Deus. Por acreditarem que esse poder vinha de Deus, eles teriam o poder absoluto. Por causa dessa teoria, surgiu o absolutismo que é um estilo de governo, onde um monarca ou rei governa sozinho, sem ouvir a voz do povo, o Parlamento. Ambos dão ao rei o poder absoluto, mas cuidado as definições são diferentes, mesmo estando interligados.


No século XVI, a Inglaterra era governada por uma monarquia absolutista. Um rei absolutista foi Jaime I, este provocou grande insatisfação na burguesia, porque ele estabeleceu o monopólio real sobre as indústrias e o rei tentou aumentar os impostos e criar novos, sem a aprovação do Parlamento. Jaime também proibiu a criação de novos grupos religiosos e passou a perseguir os puritanos. Um absurdo não é?

Pior foi quando o filho dele assumiu o trono, Carlos I. Ele tinha um tipo de governo parecido com o do pai. Carlos ressuscitou um imposto da Inglaterra chamado Ship Money, este servia para combater a pirataria. Ele colocou de volta esse imposto e aumento os impostos. Suas atitudes fizeram com que o povo se rebelasse. Para combater os rebeldes, o rei convocou o Parlamento. Mas o Parlamento exigiu que o rei fizesse reformas. Depois dessa atitude do Parlamento, o rei fez uma ato gravíssimo, ele ordenou a invasão do Parlamento e prendeu os líderes que lhes faziam oposição.

Por causa dessa atitude, ele iniciou a Revolução Puritana, uma guerra civil que durou 7 anos. No final, quem venceu foi o povo! O rei foi derrotado, preso, julgado e decaptado. Na minha opinião: Bem feito! Ele fez muito mal a Inglaterra, colocou inglês contra inglês. Depois, quem assumiu o trono foi o general Oliver Cromwell, ele fez coisas importantíssimas para a nação, por exemplo:

  • Iniciou o Ato de Navegação em que se determinava que todo mercadoria estrangeira que chegasse na Inglaterra deveria ser transportado em navios ingleses ou em navios do país produtor daquela mercadoria.
Foi isso que o professor falou sobre Revolução Inglesa, lógico que tem mais coisas sobre ela, mas tomara que isso ajude nos estudos de vocês. Estudem muito para se dar bem na prova :)

(foto da Revolução Gloriosa)


quarta-feira, 7 de março de 2012

HISTÓRIA: Liberalismo econômico

Nosso professor Luiz Fernando falou um pouco de alguns assuntos do iluminismo. O liberalismo econômico foi um deles, ou seja:

O mercantilismo era uma intervenção do Estado (rei) na economia (comércio). Com o mercantilismo o rei poderia evitar a concorrência, mas os filósofos achavam que a população deveria ter liberdade para escolher o que quisesse vender. Assim, surgiu a expressão laissez-faire (liberdade em francês). Então o que foi o liberalismo econômico? Foi o movimento que conseguiu a liberdade econômica, tirando o poder comercial das mãos do Estado.

Também falamos sobre Adam Smith, ele foi um filósofo que concordava com o liberalismo econômico, desde que ele fosse supervisionado. Ele fez a teoria da especialização do trabalho, por exemplo:

Em uma fábrica, se todos fossem fazer tudo, iria criar um caos, mas se cada um fisse destinado à tais tarefas, o trabalho seria dividido igualmente. Isso é a especialização do trabalho. Adam dizia que a divisão do trabalho criaria, então, a solidariedade entre os homens e as nações.

Bem, isso foi uma ajuda para estudar o capítulo de Iluminismo.

quinta-feira, 1 de março de 2012

HISTÓRIA: Introdução sobre a Revolução Industrial

Nosso queridíssimo professor Luiz Fernando, introduziu o assunto de Revolução Industrial, mas antes de tudo vocês sabem o que é uma revolução?

É quando ocorrem mudanças profundas nas áreas econômicas, sociais, políticas, artísticas e científicas.

No ano de 1760, a forma de produzir os produtos mudou bastante, com a invenção das máquinas movidas a vapor e a organização do trabalho em fábricas. De qualquer maneira, isso afetou a forma de viver e às famílias também. O conjunto de inovações tecnológicas e as mudanças globais causadas por elas ficaram conhecidas como Revolução Industrial.

Vocês sabem que a Inglaterra foi a primeira nação que decaptou seu rei, que o povo apoiou o parlamento e também teve as primeiras ideias iluministas, certo? E ela também foi a primeira a ter essa industrialização, agora devem estar se perguntando por quê?

Porque o país tinha muita riqueza, mão-de-obra, mercado consumidor e reserva de ferro e carvão, matérias-primas para funcionamento das máquinas.

Bem isso foi uma pequena introdução sobre assunto.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA: Iluminismo

Oi gente, na aula de história, nosso professor Luiz Fernando falou um pouco das pré-condições do iluminismo:
  • Ascensão econômica da burguesia
  • Revolução científica
  • Crise do antigo regime.
Antes do iluminismo, a burguesia pagava altos impostos, estes sustentava a nobreza e o clero. A burguesia viu que isso estava errado e foi daí que surgiram as primeiras críticas que deram início ao século das luzes.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA - Revolução Industrial

O nosso professor Luiz Fernando (que levou um susto do professor André, kkkkk), mandou como tarefa de casa, a leitura do terceiro capítulo, o que fala sobre Revolução Industrial. O que foi esta revolução?

A Revolução Industrial consistiu em um conjunto de mudanças tecnológicas com profundo impacto no processo produtivo em nível econômico e social. Iniciada no Reino Unido em meados do século XVIII, expandiu-se pelo mundo a partir do século XIX.

Ao longo do processo (que de acordo com alguns autores se registra até aos nossos dias), a era da agricultura foi superada, a máquina foi superando o trabalho humano, uma nova relação entre capital e trabalho se impôs, novas relações entre nações se estabeleceram e surgiu o fenômeno da cultura de massa, entre outros eventos.

Essa transformação foi possível devido a uma combinação de fatores, como o liberalismo econômico, a acumulação de capital e uma série de invenções, tais como o motor a vapor. O capitalismo tornou-se o sistema econômico vigente.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

HISTÓRIA - Iluminismo

Hoje, na aula de história, nosso querido professor Luis Fernando, começou a entrar no assunto de Iluminismo, mas o que realmente foi esse acontecimento?

A resposta é a seguinte: Iluminismo é o conjunto de teorias políticas, sociais e econômicas. :)

Mais resumido não acham? Mas a o assunto não acaba por aqui, ele pareceu a tarefa de estudarmos alguns filósofos do século das luzes (como a Idade Média foi considerada a Idade das Trevas, o Iluminismo por corrigir os erros, chamou o século em que aconteceu o Iluminismo de século das luzes), os filósofos são:

René Descartes
John Locke
Voltaire
Montesquieu
Rousseau

Até que é fácil, se você interligar os acontecimentos ocorridos, dar para se ter ideia, afinal tudo está conectado.